Querido, Mudei o Charco!

Pelos alunos do 7.ºF

Imagem criada pela IA no dia 27/05/2026

A recuperação de um charco pedagógico já existente na nossa escola e a projeção da construção de dois novos charcos arrancaram a 28 de novembro de 2025, numa atividade de campo orientada pela técnica da Área Protegida, Sara Cardoso, e protagonizada pelos alunos das turmas 7.ºF e 7.ºA. O projeto teve como objetivo criar espaços de aprendizagem ao ar livre, explorar a biodiversidade e sensibilizar a comunidade escolar para a conservação de habitats, e das espécies que deles dependem, dentro da escola.

Num primeiro encontro, todos reunidos no auditório da escola, ficamos a perceber as vantagens de um charco na escola e , no exterior, verificamos a qualidade da água e vimos a vegetação existente nas margens do charco existente. Depois, colocamos umas estacas de madeira para medirmos a área a intervencionar e preenchemos uma ficha com as informações fornecidas pela técnica, com os dados das medições da área, do perímetro, da profundidade, do pH e da temperatura da água do charco principal.

Numa fase posterior, a equipa dividiu-se em várias frentes de trabalho: enquanto dois novos charcos foram construídos do zero, o terceiro foi cuidadosamente intervencionado para voltar a ganhar vida. Com botas de borracha e muita dedicação, aprendemos sobre ecossistemas locais, ao mesmo tempo que ajudamos a construir uma escola mais sustentável. Ao longo das sessões, assumimos várias tarefas fundamentais para a preparação e manutenção dos charcos: a escavação de terra para modelar as margens, a colocação de tela a forrar o charco, o transporte de pedras para formar e reforçar as margens, remoção de plantas invasoras que ameaçam o equilíbrio ecológico, adição de plantas aquáticas, e o cuidado direto de exemplares da fauna anfíbia, pois ficamos a cuidar de um tritão e três salamandras (duas fêmeas e um macho), assegurando a sua proteção e bem-estar durante os trabalhos. Apesar de todos os cuidados, infelizmente o tritão não sobreviveu, o que nos levou a refletir sobre a fragilidade destes seres e a importância de preservar os seus habitats com ainda mais rigor.

Durante a última sessão, fizemos uma nova avaliação da qualidade da água, medindo o pH, temperatura, amónia, cheiro, cor e turvação, entre outros parâmetros, o que nos permitiu comparar os resultados com os que obtivemos no início dos trabalhos. Concluímos que só o pH estava abaixo da média, porque o solo é ácido.

O projeto culminou com uma ação de divulgação, pois no dia 15 de maio participamos na Feira da Educação, Ciência e Tecnologia, promovida pelo Município, na Expolima. Dois alunos de cada turma apresentaram o trabalho desenvolvido nos charcos, recorrendo a vídeos e imagens para mostrar as etapas da construção, a biodiversidade observada e o impacto do projeto na comunidade escolar. No final, recebemos bastantes aplausos. Além disso, no espaço do nosso Agrupamento, as pessoas puderam conviver com as salamandras, que também lá foram.

Com esta iniciativa, a Escola Básica 2,3 António Feijó continua a promover a educação ambiental e a incentivar os alunos a adotarem uma atitude mais consciente e responsável perante os desafios ambientais. Gostamos muito de fazer parte deste projeto.

TESTEMUNHOS:

“Com o projeto de reconstrução e ampliação do charco aprendi sobre a biodiversidade de animais aquáticos e anfíbios. Melhorei a minha responsabilidade e o meu conhecimento.”  Matilde

“Acabei por descobrir que reconstruir um charco pedagógico e construir dois novos não é assim tão fácil. Nem cuidar de um tritão e de três salamandras! Mas com o trabalho em equipa tudo ficou mais fácil.” Gabriela

“Graças ao charco, aprendi a trabalhar com algumas ferramentas que não sabia usar e a trabalhar com os meus colegas, repartindo as tarefas. O mais difícil foi cavar buracos e pegar em pedras para as mudar de lugar.” Joana 

“Na aula em que estivemos a trabalhar no charco, vi os alunos do 7.ºF felizes, a cooperar com muito entusiasmo.” Ana Margarida (professora de Português)